Cheguei à psicanálise muito antes de me tornar analista. Cheguei como paciente — com as mesmas questões que muitas pessoas trazem quando chegam até mim hoje: algo se repetia, e eu não entendia por quê.
Não foi um processo rápido. Não foi confortável. Mas foi o processo que me ensinou o que nenhuma formação ensina: como é estar do lado de dentro do sofrimento — e encontrar, a partir daí, algo que é genuinamente seu.
Meu nome é Heli Assunção. Tenho cinquenta anos.
O trabalho começa antes da análise.
As primeiras sessões são preliminares. Não começamos a análise no primeiro encontro — começamos nos conhecendo. Você fala, eu escuto. Você pode me perguntar o que quiser — sobre como funciona, sobre a teoria, sobre minha história. Não há pressa. Há tempo para você decidir se quer continuar.
Quando a análise começa de fato, o espaço é seu. Você traz o que precisar trazer — não o que achar que devo ouvir, não o que parecer mais importante. Às vezes o que parece insignificante é o que revela mais.
Não dou conselhos. Não ofereço respostas prontas. Meu trabalho é criar o espaço onde o que precisa aparecer, aparece — e estar presente quando isso acontece.
Gosto de liberar os pacientes quando percebo que o ciclo se encerrou. Não espero que me peçam para ir embora. Quando algo muda de qualidade na análise, espaçamos as sessões — e o fim vem naturalmente, sem drama.
Para sustentar esse trabalho, faço o meu próprio.
Faço análise. Continuo fazendo — pontualmente, quando algo me tira do eixo. Acredito que um analista que não faz análise não tem como sustentar o que a clínica exige. Não é uma regra externa — é uma convicção que vem da experiência. A análise pessoal muda como eu escuto. Muda o que consigo suportar ouvir sem querer resolver.
Psicanalista de orientação lacaniana.
Formado dentro do tripé psicanalítico — teoria, análise pessoal e supervisão.
Em formação contínua.
Cada análise é um recomeçar. Florianópolis · Online
